Pensando com Marx (I) Capitalismo da miséria, organização revolucionária, transição comunista e emancipação

Paulo Alves de Lima Filho

R$ 35,00

A compilação de textos que ora se transforma em livro, foi escrita entre 1998 até os dias atuais. Está inclinada no sentido de mais evidenciar a caminhada da formulação da nova organização necessária e capaz de carregar com denodo a velha e vital bandeira da emancipação humana, no caso, do deus capital que se ergueu há séculos e hoje, do alto dos apetites do estágio superior do capital financeiro, depois do surgimento do novo capital produtivo de base microeletrônica, vai devorando as conquistas de sua civilização, destruindo as bases territoriais e fundamentos práticos e teóricos do progresso nas cidadelas nacionais.

Os trabalhos, como não poderia deixar de ser, tem como pressuposto essa realidade histórica contemporânea, essa avassaladora marcha do capital, teórica e prática. Não se trata neles, portanto, de um exercício pontual, historiográfico, descompromissado, porém, de descobrir e revelar o tecido das relações entre as classes e grupos na construção da sua história, através dos quais pudéssemos vislumbrar os velhos e novos caminhos da sua luta no sentido de aprofundar ou mitigar a alienação ou a emancipação humana.

Se tudo permanece válido no objetivo fundador do comunismo marxiano, tudo mudou nas condições em que ele chega à ordem do dia. O ponto decisivo é provavelmente este: não é mais apenas para emancipar o proletariado da exploração capitalista, mas para emancipar todo o gênero humano a um capitalismo que agora ameaça a própria existência de um planeta habitável e uma sociedade vivível. A causa revolucionária de modo algum perdeu sua dimensão de classe real – ela é e deve permanecer radicalmente anticapitalista -, mas está constantemente adquirindo um significado antropológico universal. Além de todas as nossas razões para lutar, e estamos em sua mais  gritante proximidade, lutamos para salvar o gênero humano do  desastre potencialmente final a que leva um capitalismo selvagem em loucura derradeira. E é em se tirando todas as conclusões dessa formidável mutação que, parece-me, é necessário reconstruir o revolucionário pensamento – Marx do nosso tempo, tanto no objetivo histórico, quanto na estratégia política e na concepção organizacional.
Este é especialmente o tempo dos livros que lideram essa boa luta.
Desejo de todo o coração este sucesso a este que vamos ler.

LUCIEN SÈVE

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